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Review: Foregone parece familiar? Um pouco!

Foregone

Foregone se passa em uma cidade chamada Calagan, na qual após uma guerra devastadora, foi completamente saqueada em toda a sua produção científica, mais do que equipamentos, foram roubadas também ideias e projetos, e está fadada à destruição devido a uma força maligna conhecida como Tormento. Foram criados super soldados geneticamente modificados, e a primeira pacificadora (nossa protagonista), é a escolhida para procurar pelo projeto Hera e livrar a cidade desse mal.

Polêmicas

Vamos logo aos pontos mais polêmicos, primeiramente vamos deixar claro que parece ser um Metroidvania, porém, Foregone é um jogo de plataforma, tem até algumas características de um metroidvania, mas bem de leve e lhe falta o principal, o efeito backtrack é bem sutil e literalmente não é utilizado na progressão geral do game.

O segundo ponto é a comparação com Dead Cells, uma vez que uma das poucas coisas que se assemelha é o visual, mas fica meio que apenas por aí a semelhança, o jogo não é um roguelike/lite, o mapa não é gerado de forma procedural e sim com uma progressão fase a fase com mapas e inimigos com suas localizações fixas.

Rápido e fácil

Não me entendam mal, Foregone flui muito bem, muito bem mesmo, é rápido e divertidíssimo, mesmo não sendo um jogo longo, sua campanha dura por volta de 6 horas, me proporcionou uma ótima experiência, com uma progressão linear e de certo modo “fácil”, essa facilidade não chega a ser um problema para alguns, porém vai incomodar imensamente jogadores que buscam uma experiência mais desafiadora.

Equipamentos e habilidades

Os equipamentos aqui fazem toda diferença, uma vez que o personagem não tem level, e sim os equipamentos e as habilidades que podem ser feito upgrades e assim afetar os status de nossa pacificadora, fazendo com que ela ganhe mais crítico, velocidade, dano, vida etc. A variedade de equipamentos é pequena, com a alteração em seus status e raridade, com aquele já conhecido esquema de cores, itens brancos, azuis, lilás, amarelo e vermelho, para indicar sua raridade e assim deixar claro quando um item é mais forte. Os upgrades nas armas é feito com o ferreiro e para isso é usado o ouro, quanto maior a raridade, mais upgrades o item suporta.

As habilidades segue o mesmo padrão de upgrades dos equipamentos, porém ao invés de ouro, você irá utilizar os cristais, as habilidades devem ser encontrada na campanha principal, cada habilidade possui dois caminhos para serem seguidos em sua evolução, precisando ser escolhido um deles, porém, assim como as habilidades em si, esse desbloqueio para continuar evoluindo a habilidade também precisa ser encontrado na campanha. Entretanto, escondidos e não como as habilidades em si que estão literalmente no caminho, e alguns precisando ser retornado a certas partes do mapa com uma habilidade adquirida futuramente (acredito que aqui foi o único motivo de voltar nos mapas e fazer o backtrack característico de metroidvanias).

Batalhas

Os inimigos não são tão variados assim, e uma vez identificado o padrão de cada um, fica bem fácil progredir, acredito que mesmo negligenciando a necessidade de fazer os upgrades nos equipamentos e habilidades os jogadores mais habilidosos conseguiram progredir sem muita dificuldade (vejo um jogo interessante para speedrun). 

Os chefes em Foregone são bem desenhados e tem mecânicas bem interessantes, porém, achei bem fáceis, não sei ao certo se cheguei com equipamentos muito fortes ou eu sou muito bom (isso não é possível, minhas habilidades são bem medianas em jogos de plataforma), mas não senti muito desafio vindo deles. 

Progressão

O mapa vai se completando e ao morrer, o que já foi completado assim como os itens coletados permanecem, fazendo assim com que você possa traçar uma nova rota ou mesmo seguir por onde já conhece. A única coisa perdida com a morte é o ouro e os cristais, mas conversando com o barqueiro você consegue 50% de volta ou golpear o vaso e retornar ao local da morte, isso na progressão principal, se estiver em uma missão do expedidor, mesmo falhando a missão, sendo morrendo, o tempo acabando etc, você irá continuar com tudo que foi coletado, isso adianta e muito quando está simplesmente farmando recursos para fazer upgrades nos equipamentos e habilidades.

Visual

O design dos cenários não são tão marcantes, porém, toda a experiência visual é agradável e vai atender as expectativas da maioria, uma vez que tudo é de muito bom gosto e combina com a história contada. A jogatina rendeu boas prints de locais como no Cemitério e Mausoléu, com centenas de corpos espalhados e estruturas compostas de esqueletos gigantescos.

Conclusão

O jogo é simples e curto, talvez até simples demais para alguns jogadores mais exigentes, porém, é um game extremamente divertido com uma jogabilidade muito boa. Seus pontos negativos estão mais para a necessidade de algo mais no jogo do que necessariamente um erro de decisão ou problema técnico. Quem curte games de plataforma precisam sim dar uma chance a Foregone. Quem sabe os desenvolvedores nos agraciam com alguma atualização inserindo mais conteúdo ou mesmo um segundo jogo mais polido nos quesitos abordados, fico ansioso por ambos.

Jogo analisado no PC (steam) com código fornecido pela Big Blue Bubble.

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