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Tetragon, quadrado? Nem pensar indie brasileiro de qualidade (review)

Tetragon

Você gosta de quebra-cabeças? Se a resposta for sim, você está definitivamente no lugar certo! Tetragon vai ter apresentar a quebra-cabeças pra lá de interessantes, te entregando uma experiência curtinha, porém, cativante a ponto de querer mais ao chegar no fim.

Nosso protagonista é um homem chamado Lucios, e lá vamos nós a uma comovente busca de um pai por seu filho desaparecido. Ele acaba perdido em uma floresta, onde vive uma entidade misteriosa que se propõe a ajudá-lo. Que boazinha! E como era esperado, não demora para ele perceber que a tal entidade não é tão bondosa quanto pensava e que na verdade a própria floresta guarda respostas para o desaparecimento da criança.

É com essa curta e nada revolucionária história que Tetragon coloca o jogador para explorar e resolver quebra-cabeças em cenários 2D cheios de criatividade, conseguindo impressionar pela simplicidade inteligente como tudo é feito.

E lá vamos nós a parte que Tetragon impressiona e muito, um cenário redondinho, quero dizer, quadradinho (no bom sentido), o jogo é dividido em 4 locais: Floresta Frutífera, Castelo Gnik, Floresta Profunda e Pedras Anciãs. Cada um desses locais possuem uma quantidade de “salas” que devemos resolver o quebra cabeça para chegar ao portal para a próxima sala, já na Floresta Frutífera as próximas “salas” ficavam no background da sala atual, podendo assim ser visualizadas meio que ao fundo todas as “salas” que viriam em seguida, achei isso fantástico mas assim que cheguei no segundo local deixou de acontecer.

Os quebra cabeças se resumem em rotacionar o cenário, mover alguns blocos específicos do cenário com o poder do lampião com um fragmento da TetraGen (a luz que emana do lampião é verde, alguém teria um anel para ser carregado?), correr, pular até alcançar a passagem para a próxima sala. A progressão é leve e prazerosa, apresentando novas mecânicas ao decorrer do jogo. Seja a já citada possibilidade de mover blocos ou a possibilidade de pular mais alto, até mecânicas de cenário, como blocos de espinhos, blocos em chamas ou blocos de pedra que simplesmente caem com a gravidade ao rotacionar o cenário.

Na movimentação tive alguns problemas no decorrer do jogo, e digo ao decorrer porque em todo lugar lutei com momentos em que pressionava A ou D para andar para a direita e esquerda e simplesmente o personagem não andava, me fazendo ter que dar um toque para o lado contrário e retomar para a direção que eu tinha a real intenção de ir, isso não chegou a ser um problema durante QUASE todo o game, digo quase porque durante o game não existe muitos locais que se precise de uma movimentação ágil, porém, ao chegar no último e único boss do game, ai sim, o problema na movimentação me fez falhar por muitas vezes.

Concluindo

Tetragon é um game bonito, divertido, criativo e para aqueles usuários que gostam de quebra cabeças sem dúvida irão se divertir bastante nas 4 a 5 horas de duração que o jogo geralmente leva para ser finalizado, com um valor justo para o que entrega.

Tetragon está disponível para PlayStation 4, Xbox One, PC e Nintendo Switch. Este review foi feito com uma cópia cedida pela Bunka Entertainment na plataforma PC (steam).

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