Empyre Dukes of the Fear Frontier
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Review – EMPYRE: Dukes of the Far Frontier

Antes de mais nada, devo admitir que nunca fui um grande fã da temática steampunk, mas ao mesmo tempo admiro a estética e engenhocas que aparecem nesse universo, sempre que jogo games baseados nesse universo, me pego apreciando e me questionando como funcionam os os cenários, roupas, engenhocas etc. Ao iniciar EMPYRE: Dukes of the Far Frontier já me deparei com uma introdução linda, com desenhos de areia sobre luz (gosto muito), o que me fez começar a viajar sobre o que estava sendo desenhado a ponto de perder um pouco da introdução (isso não é um ponto ruim, a falha foi minha mesma). O desenho era a cidade de utópia de Bliss, construída por autômatos a vapor. 

Enredo

Empyre: Dukes of The Far Frontier é uma sequência de Empyre: Lords of The Sea Gates de 2017 . Ele coloca você no lugar de um refugiado do leste dos EUA (presumivelmente) em algum momento após a virada do século 20. A natureza parece ter se voltado contra os humanos à medida que o nível do mar sobe e as plantas se tornam extremamente agressivas e capazes de transformar as pessoas em zumbis híbridos. Alguns indivíduos previdentes se mudaram para os desertos do sudoeste, criando enormes torres cheias de servos automatizados chamados “mekanikals”, máquinas de graça amorosa que atendem a todas as necessidades dos moradores da torre, bem como se defendem contra incursões “plantum”. Mas, para entrar nas torres, você precisa ter um ingresso e, conforme a história começa, seu personagem acaba de ser enganado de seu ingresso para a vida boa.

Visual

Aqui temos um ponto delicado, sempre tenho um certo cuidado em julgar visual em jogos independentes, porque o visual é algo afetado diretamente quando falamos de baixo orçamento, e como Empyre: Dukes of The Far Frontier não é diferente. Temos aqui um visual mediano, em alguns momentos são bem criativos, mas no geral podemos perceber que a qualidade visual fica defasada para os dias atuais, mesmo para um jogo independente. A perspectiva isométrica lembra jogos como Baldur’s Gate. 

Os modelos de personagens são bons, mas considerando a perspectiva que os jogadores usam, é provável que quaisquer detalhes finos sejam ignorados apenas à distância na maioria das vezes. Os designs de armas (pelo menos no que diz respeito às imagens de inventário) parecem cair em um de dois extremos: altamente realistas ou extremamente irreais. A interface do usuário trás a estética “steampunk” visualmente falando.

Efeitos sonoros

Aqui não temos uma experiência de áudio muito melhor que a visual de Empyre: Dukes of The Far Frontier. Não existe narração alguma a não ser na introdução, o que não chega a ser um ponto negativo para um jogo independente, apenas uma informação. Porém, também não vi nenhuma música que seja marcante ou me fizesse lembrar. Os efeitos sonoros não são ruins, mas também não são bons, digamos que recebem uma nota mediana.

Jogabilidade

Aqui chegamos em um ponto bem delicado que foi onde me frustrou bastante, porém, tentarei ser justo. A exploração é bem tediosa e sem incentivo, chegando ao ponto de simplesmente ir direto para as missões e desviando o caminho apenas quando avistava um item. As lutas são em tempo real com opção de pausa como por exemplo em Dragon Age, mas existem coisas que incomodam, como o fato da batalha iniciar e não apresentar os inimigos, isso me fez por diversas vezes, entrar em uma batalha e ficar procurando onde o inimigo estava para poder me posicionar. O jogo te pega pela mão e mostra onde você deve ir. Na verdade, muito do jogo é ir de um ponto a outro, conversar com esse ou aquele NPC e lutar contra alguns bandidos no caminho.

Conclusão

Empyre: Dukes of The Far Frontier é um jogo com uma ótima proposta, mas que possivelmente por conta de um orçamento reduzido e escolhas erradas que poderiam contornar essa falta de orçamento o torna um jogo bem mediano, o que é uma pena, pois a ideia é boa e todo o resto poderia ser bem mais polido para entregar um jogo fantástico, mas não se frustre, é possível se divertir com Empyre: Dukes of The Far Frontier, e para os mais esperançosos aguardar que os desenvolvedores continuem a trabalhar para melhorar, principalmente as mecânicas.

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Review – EMPYRE: Dukes of the Far Frontier
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