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REVIEW: Death Relives – Um Terror Azteca Que Merece Seu Tempo

Se você está cansado dos mesmos clichês de horror — casas mal-assombradas, zumbis ou demônios genéricos —, Death Relives pode ser a experiência fresca que faltava na sua biblioteca. Com uma ambientação profundamente enraizada na mitologia asteca, o jogo entrega uma atmosfera única, tensão bem dosada e uma narrativa que, embora simples, prende pela originalidade. Mas será que vale a pena investir seu tempo e dinheiro nele? Vamos destrinchar cada aspecto.

Gráficos: Beleza e Crueza em Um Mundo Ancestral

Logo de cara, Death Relives impressiona pela estética visual. Os ambientes são ricamente detalhados, com templos astecas decadentes, passagens estreitas iluminadas apenas por tochas e uma névoa densa que aumenta a sensação de desconforto. A Unreal Engine 5 foi bem aproveitada, entregando sombras dinâmicas e texturas que dão vida a esse mundo ameaçador.

No entanto, nem tudo são flores. Algumas animações, principalmente as de personagens, parecem um pouco rígidas, o que pode quebrar a imersão em momentos cruciais. Os modelos dos inimigos, por outro lado, são assustadoramente bem-feitos, especialmente as criaturas inspiradas em Xipe Totec, o deus asteca da morte e renovação. Se você joga no Steam Deck ou em um PC modesto, a boa otimização é um alívio — raros são os momentos de queda de framerate.

Sons: Imersão Que Arrepia

O áudio é, sem dúvida, um dos pontos altos do jogo. A trilha sonora combina percussões tribais com tons ambientais que aumentam a tensão gradualmente. O mais interessante é que os diálogos em Nahuatl (língua asteca) dão um tom autêntico à experiência. Se você está acostumado com dublagens genéricas em horror, vai se surpreender com a imersão que isso proporciona.

Os efeitos sonoros também merecem destaque. O barulho dos passos em corredores úmidos, o farfalhar de folhas ao vento e os sussurros distantes criam uma camada extra de paranoia. A única ressalva fica por conta de alguns bugs pontuais, onde sons podem cortar ou repetir de forma estranha, mas nada que estrague a experiência por completo.

Jogabilidade: Fuga, Sobrevivência e Puzzles

Se você espera um jogo de ação frenética, Death Relives não é para você. Aqui, o foco está na sobrevivência e no stealth. O protagonista, Adrian, não é um guerreiro — ele é um adolescente comum tentando escapar de forças sobrenaturais. O combate é quase inexistente, e a mecânica principal gira em torno de se esconder, resolver puzzles e gerenciar recursos limitados, como a bateria da lanterna.

Os puzzles são bem construídos, sem ser excessivamente complexos a ponto de frustrar. Eles seguem uma lógica coerente com o tema asteca, envolvendo símbolos, runas e mecanismos antigos. No entanto, quem já jogou títulos como Amnesia ou Outlast pode achar a jogabilidade um pouco repetitiva, já que o ciclo de “esconder, correr, resolver” se mantém durante boa parte do game.

Um ponto que divide opiniões é a falta de um botão para pular cenas de morte. Nos primeiros encontros, as animações são impactantes, mas depois da quinta ou sexta vez, podem se tornar cansativas.

História: Uma Jornada Pessoal em Meio ao Caos

A narrativa de Death Relives não é revolucionária, mas tem personalidade. Adrian está em busca de respostas sobre o desaparecimento de sua mãe e acaba envolvido em um conflito com entidades astecas. A trama é contada através de documentos espalhados, diálogos curtos e cutscenes, mantendo um mistério constante.

O grande trunfo aqui é a mitologia. Diferente de muitos jogos de terror que usam o sobrenatural como pano de fundo, Death Relives integra os elementos astecas de forma orgânica. Xipe Totec não é apenas um vilão genérico — suas motivações e simbologia são exploradas, dando peso às suas ações. Alguns furos de roteiro e momentos confusos aparecem, mas nada que estrague a experiência para quem está disposto a se entregar ao clima.

Conclusão: Vale a Pena?

Death Relives não é perfeito. Tem suas limitações técnicas, uma jogabilidade que pode ser repetitiva para alguns e uma duração relativamente curta (em torno de 6 a 8 horas). No entanto, é um jogo feito com paixão, que se destaca pela ambientação única e pela imersão sonora. Se você é fã de horror indie e está procurando algo diferente do usual, ele merece sua atenção.

Um jogo com alma, que compensa suas falhas com criatividade e atmosfera. Se estiver em promoção, é ainda mais fácil recomendar.

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RPS Games
RPS Games
Apaixonado por games desde sempre, tive o prazer de acompanhar grande parte da evolução dos games. RPG, Ação, Aventura, FPS, etc jogo de tudo.

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